O PODER DA ORAÇÃO


Leitura Bíblica: Atos 16:11-15

Com tristeza de admitir uma tendência de negligenciar a pratica da oração nas igrejas. A despeito de uma boa teoria, na prática deixamos muito a desejar neste aspecto. Se fizéssemos uma pesquisa sobre a importância da oração e seus efeitos, creio que só teríamos respostas satisfatórias. Muitos, inclusive, dariam testemunho de bênçãos obtidas.
No entanto, se fosse pesquisado o tempo que cada cristão gasta com oração, receio que as respostas seriam deprimentes. De igual modo, a frequência aos cultos de oração tem sido bastante fraca.
No texto lido vemos o relato de Paulo e seus companheiros na cidade de Filipos procurando um local onde se praticasse a oração. Na reunião resultante, Lídia se converte a Cristo. Ela teve sua vida transformada pelo poder do evangelho e se dedica à obra do Senhor.
Alguns anos mais tarde Paulo escreve aos filipenses o que lemos no versículo em destaque, elogiando aqueles cristãos. Observe que a igreja de Filipos, uma boa igreja, começou a partir de um encontro destinado à oração. Isso é realmente extraordinário! Além da oportunidade de compartilharmos nossos desafios e vitorias, pessoas também encontram uma nova vida com Jesus, criam-se projetos e nascem igrejas – e tudo isso pela ação do Espirito Santo em resposta às nossas orações.
E você? Como anda sua vida devocional? Você tem hábito de orar ou tipo que até fala bem da oração, mas sempre deixa pra depois? Você tem-se lembrado de orar pelos outros? Que tal começar um vida de maior intimidade com Deus por meio da oração? E ainda, o que acha de um pequeno esforço extra para também participar de reuniões de oração?

A oração de um justo é poderosa e eficaz (Tg 5.16b)

DESPERTA E VIVA!


Leitura Bíblica: Romanos:13.11-14

A Bíblia nos alerta várias vezes acerca do problema da sonolência espiritual. Por exemplo, lemos também em Efésios 5:14 “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”.É lamentável observar as multidões humanas passando pela existência como corpos sem vida espiritual! Embora rodeados da glória de Deus, parece que não enxergam. A Bíblia diz: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos” (Sl 19.1). Mesmo assim, muitos vivem alheios e indiferentes a Deus. Movimentam-se num mundo cheio de manifestações divinas: o céu estrelado, o cantar dos pássaros, o murmurar dos rios, o sussurrar das brisas, o crepitar das folhas, o despontar da vida, mas parece que nada ouvem, nada percebem – parecem dormir o sono da morte. Alguém afirmou o seguinte: “Não sei de uma necessidade maior... do que uma nova compreensão de Deus. Muitos de nós estão mortos em vida... Mãos descem da eternidade para nos suster, porém estamos dormindo; vestimentas lavadas no sangue do Cordeiro são postas sobre nós, porém preferimos apegar-nos aos andrajos da nossa própria justiça; infinitas belezas espirituais pairam sobre a nossa cabeça, porém somos tão cegos para elas como morcegos para a luz”. Em outras palavras: Deus se importa conosco e nos sustenta, enviou Jesus (o “Cordeiro”) para morrer em nosso lugar e nos reconciliar com ele, mas não lhe damos importância. Você também ainda permanece indiferente no sono da morte, alheio a tantas bênçãos e possibilidades gloriosas que Deus está pronto a nos dar? Permita que a luz de Deus brilhe sobre a sua vida! Jesus Cristo é a fonte dessa luz, conforme ele disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). Levante-se, desperte do seu sono de morte e siga a Jesus!

Para que tropeçar no escuro se podemos caminhar à luz do dia?

FIEL


Leitura Bíblica Apocalipse 1.1-19

Por causa do evangelho e do testemunho que João dava a respeito de Jesus Cristo, ele foi exilado na ilha de Patmos. Ali recebeu de Jesus revelações das coisas q em breve iriam acontecer. Essas revelações perpassam todo o livro de Apocalipse. No capítulo 1, o foco estar na pessoa de Jesus Cristo. Uma das ênfases de João é que Jesus é a testemunha fiel. Assim como Jesus é o mesmo do princípio ao fim e é aquele que vive, o “primogênito dentre os mortos” (o primeiro de venceu a morte), ele também é essa testemunha fiel. A fidelidade faz parte da natureza de Jesus. O dicionário define o fiel como aquele que não falha, que é seguro, exato, verídico. Nosso Senhor Jesus Cristo é assim: digno de toda nossa confiança – o que diz é verdadeiro e o que faz cumpre seu objetivo.Quando Pilatos perguntou a Jesus se ele era rei, Jesus respondeu: “Tu dizes q sou rei. De fato,por essa razão nasci para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade “(Jo 18.37).A fidelidade de Jesus levou-o a ser pregão numa cruz. Paulo escreveu aos Filipenses : “Sendo encontrado em forma humana , humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz “ (Fp 2.8).
Se até mesmo diante da cruz Jesus foi fiel, fiel ele também será a sua palavra quando diz “Eis que venho em breve”(Ap 22.12) e quando diz:” Assim será!” (v7). Em alguns momentos podemos ter dificuldades em crer porque nós não somos plenamente fiéis. Mas a nossa infidelidade não muda a fidelidade de Deus. Paulo escreveu a Timóteo dizendo: “ Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo” (2Tm 2.13).
Quem coloca a sua confiança em Jesus vive de maneira segura, pois sabe q ele é fiel. O rei Davi afirmou: “ Nenhum dos que esperam em ti ficará decepcionado” (Sl 25.3).Quem vive com Jesus sabe disso!


Nada é mais seguro do que confiar em Jesus.

SISTEMAS



Leitura Bíblia: Atos 17.16-23

Temos sistemas, métodos ou princípios que dirigem a vida em família e na sociedade: sistemas de transito, de trabalho, de valores,de governo, etc. os atenienses também tinham lá os seus sistemas. Quando ouviram a pregação de Paulo, logo questionaram a sua mensagem e muitos não a aceitaram. João escreveu: “...o mundo não reconheceu [Jesus]. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1.10b-11). Isso continua acontecendo. Alguns preferem continuar vivendo conforme seus sistemas, presos a eles e sem experimentar a liberdade em Cristo. Preferem o sistema do mundo e do pecado à nova vida proposta pelo Senhor.
Isso também acontece com os que dizem cristãos. Numa viagem, durante um feriado religioso, passei por uma cidade em que, por meio do alto-falante de uma igreja, alguém convidava o povo dizendo: “Venham fazer uma visitinha ao Cristo preso aqui no sacrário”. Seria um sistema que prende o Senhor Jesus no templo? No livro de Apocalipse encontramos uma carta de Jesus dirigida à igreja na cidade de Laodiceia, na província romana da Ásia (Ap 3.14-21). A igreja ali se considerava cristã e seus membros pensavam que eram ricos e que não precisavam de nada – nem de Deus. No sistema dela, Cristo não fazia parte não estava nem preso ali. Jesus mesmo diz que estava do lado de fora, à porta. Quantos também hoje vivem no seu sistema religioso, tido como cristão, mas na realidade sem Cristo. É preciso compreender que Jesus não veio para ser algum acréscimo, como um remendo novo para um sistema arcaico. Jesus é sempre novo, como caminho, como verdade e como vida. Ele veio para nos libertar do velho e nos transformar, para que tenhamos um novo sistema de vida.
No final do texto que lemos hoje, vemos que alguns daqueles homens creram em Deus e juntara-se a Paulo (v.34). Decidiram trocar o sistema de suas vidas. Que tal fazer o mesmo?

A vida cristã autêntica é o melhor sistema a seguir.

TEMPO DE DEUS



Leitura 2Pedro 3.8-9

Nosso tempo cronológico é diferente do tempo de Deus, que é eterno e não possui nenhuma limitação temporal. Quando Moisés diz que não sabe o nome de Deus, o Senhor responde: “Eu sou o que sou” (Êx 3.14). Em Deus não há passado nem futuro: ele é eternamente, sem mudança ou envelhecimento: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hb 13.8).
No texto de hoje, Pedro certamente se refere ao texto de Salmo 90.4 e faz um jogo de palavras: um dia de Deus corresponde a mil anos dos homens; mil anos de Deus são iguais a um dia dos homens. Enquanto ficamos ansiosos e pensamos que Deus demora, ele está sendo paciente. Ele não vive pressionado pelo relógio! Não há como calcular seu tempo – e aqui lembro o texto de Isaías 55.9: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meu caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos”.
Enquanto Jesus não volta para a consumação da História, o que podemos fazer em nosso tempo? Se amamos a Deus, devemos procurar viver de uma forma que o agrade. No livro do profeta Miquéias, encontramos o que o Senhor deseja que façamos: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com seu Deus” (Mq 6.8). Podemos andar com Deus todos os dias, obedecendo ao Senhor em nosso tempo. Quando nosso tempo aqui na terra terminar, experimentaremos como é o tempo de Deus – a eternidade. Se você vai passá-la com Deus ou longe dele (no inferno) depende de sua resposta a Cristo: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho de Deus não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (Jo 3.36). Como você quer viver neste tempo e na eternidade?
A eternidade não cabe em nosso tempo mas você pode caber na eternidade com Deus.

LONGE?


Leitura Bíblica Jó 1.22
Alguma vez você já pensou que Deus estava longe, não se importava com seus problemas nem ouvia sua oração? Muitas vezes passamos por situações difíceis e nos sentimos abandonados pelo Pai. Oramos e não temos resposta. Acabamos culpando Deus: se ele está no controle – e está – então só pode estar contra nós.
No texto de hoje, Jó diz que Deus o estava tratando mal, não lhe respondia, bloqueava seu caminho, via-o como inimigo, afastou-o de todas as pessoas que ele amava, enfim, perseguia-o. É verdade que sua situação era complicada: perdeu tudo o que tinha e encontrava-se em um estado deplorável (veja Jó 7.5). Naquela época havia a falsa crença de que um castigo assim tinha de ser conseqüência de pecado. Jó achava que não tinha cometido nenhum, então Deus estava sendo injusto com ele.
Jó não sabia que tudo aquilo era uma espécie de “teste de fé”. Às vezes Deus permite circunstancias difíceis em nossa vida, como doenças, perdas, problemas financeiros e na família. Porém, ele não se afasta quando isso acontece – nós é que, muitas vezes, nos afastamos dele. Tentamos resolver o problema sozinhos, reclamamos sem parar. Pensamos que Deus está longe, mas na verdade ele permanece ao nosso lado para – se permitirmos – ajudar-nos a passar por aquela situação. Ele não nos faz mal nem é nosso inimigo – ao contrário, continua nos abençoando com seu amor e cuidado.
Mas há, sim, uma situação em que Deus tem de ficar afastado de nós: é quando fazemos coisas que desagradam (pecados). Por ser santo, ele não pode aproximar-se da impureza – nossas maldades nos separam de Deus (Is 59.2).
Pense bem: será que o culpado do “afastamento” é Deus ou é você mesmo? Humilhe-se, reconheça seus erros e busque a Deus. Ele está sempre perto e nunca nos abandona.
Deus está perto – nós é que nos afastamos dele!

DEUS


Leitura Bíblica: João 17.6-19
O texto que você acabou de ler é uma oração de Jesus por seus discípulos. Quero chamar a atenção para a primeira frase com a qual Jesus se dirige ao seu Pai. “Eu revelei o teu nome àqueles que do mundo me deste” (v.6). O que significam essas palavras? Nas Sagradas Escrituras, o “nome” significa a pessoa, seus atributos e seu caráter. Então, o que Jesus fez foi revelar aos seus discípulos quem é Deus. E quem é Deus? Com freqüência se ouve a expressão “o velhinho o cara lá de cima”. Existem aqueles que dizem que Deus criou o mundo, lhe deu corda, e se ausentou e apenas contempla à distancia aquilo que aqui acontece. Será que Deus é um velhinho ou aquele que está distante e ausente? Ou alguém indiferente aos nossos sentimentos, medos, desejos, nossas necessidades e alegrias? Não. De maneira alguma. Este não é o Deus que Jesus revelou aos seu discípulos. Sua intercessão deixa isso muito claro: “Eu rogo por eles” (v.9); “Pai santo, protege-os em teu nome” (v.11); “Santifica-os na verdade e protege-os do Maligno” (VV 15 e 17). Nosso Deus é alguém presente e cheio de amor. Ele se importa conosco. O seu amor não tem limite e jamais acaba. E a maior prova que ele nos deu do seu amor por nós foi entregar Jesus Cristo, seu único Filho, para morrer na cruz do Calvário em nosso lugar, para perdão dos nossos pecados.
O nosso Deus também é o bom pastor, que cuida das suas ovelhas e por elas dá sua vida (c.f. Jo 10.11). Deus é aquele que cuida do órfão, da viúva, do necessitado, daquele que está cansado e sobrecarregado. O nosso Deus é aquele que convida dizendo: “Vinde a mim todos que estão cansados e sobrecarregados e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28). Esse é o Deus que Jesus revelou aos seus discípulos. Ele é o nosso Deus.
Jesus Cristo é a maior revelação do amor de Deus por nós.